A doença do fígado, frequentemente diagnosticada pela medicina, na verdade não passa de um engano, pois, o fígado em si não apresenta nenhuma anomalia, sendo, pois, confundida com a toxina que se solidifica na parte externa do fígado. É uma doença complicada, pois, essa toxina pressiona o fígado, e não só causa muitas dores, mas também pode tornar-se a causa de icterícia. Uma vez que o fígado é pressionado pela toxina, a visícula biliar, situada na parte posterior do fígado, também será pressionada e passará, então, a expelir a bile que circulará pelo corpo inteiro - isso é a icterícia. Entretanto, a icterícia não só é uma doença que modifica a cor da pele, mas também impede as atividades do estômago. Isto porque a bile é enviada incessantemene para o estômago através do duto biliar para ajudar a digestão; devido ao processo mencionado anteriormente, o seu fornecimento é reduzido.
Portanto, para se curar verdadeiramente dessa doença, não há outro meio senão dissolver e eliminar o nódulo de toxina da parte externa do fígado, que é a sua origem. Como isso é impossível para a medicina, ela emprega como única saída, o método que proporciona alívio momentâneo, para obter uma pequena melhora.
Agora, passarei a escrever sobre o cálculo; o mais comum é o cálculo biliar, que se forma dentro da visícula biliar. Quando esse cálculo tenta movimentar-se em direção ao estômago juntamente com a bile, provoca uma dor violenta, quase insuprtável, devido à dificuldade para passar pelo duto biliar. Por conseguinte, mesmo os médicos consideram essa doença difícil de curar. Ouvi dizer que ultimamente, inventaram um instrumento de fio metálico. Os cálculos são extraídos introduzindo-se esse aparelho pela garganta e estômago, mas parece que os resultados não são favoráveis. Entretanto, quando a pedra é pequena, ela desce até os rins e o seu tamanaho aumenta com a uréia, que, adere a ela, transformando-e em cálculo renal. Aí é problemático, pois devido às atividades dos rins, as pedras ferem as suas paredes e ocorrerá hemorragia juntamente com a dor forte causada pela permeação da urina. A medicina chama a isso de tuberculose renal.
A pedra vai crescendo gradativamente, e será fatal se ela crescer muito. Nesses casos, a medicina extrai um dos rins, através de cirurgia. Nessa fase a pedra estará bem solidificada e tenho visto até anéis e abotoaduras, feitos de tais pedras; elas apresentam bastante brilho e até parecem uma pedra preciosa. Se essa pedra chegar na bexiga, crescerá da mesma forma que nos rins, e a isso é denominado cálculo da bexiga. Entretanto, o que causa maior problema nesse tipo de doença é quando a pedra enrosca-se na entrada da bexiga; mesmo que ela consiga passar, ficará encalhada, desta vez no canal da uretra.
Em ambos os casos é impedida a saída da urina, que se acumula gradativamente na parte inferior do abdomem, intumescendo-a; para isso, os médicos introduzem supositórios, mas isso é eficiente quando se trata somente de obliteração do canal da uretra; no caso da pedra ter entrado no canal da bexiga, isso se torna muito difícil e coloca a vida em risco.Passarei a descrever a origem do cálculo biliar, mencionado no início. Conforme foi dito anteriormente, as toxinas que são expelidas dos rins, enquanto vão para a parte superior, infiltram-se no interior da vesícula, passando pela parte dorsal desse órgão. A junção dessas toxinas com a bile transforma-se em cálculo. Logo, para alcançar a cura, deve-se dissolver a toxina acumulada na parte dorsal dos rins, que é a sua causa, e fazer ativar os rins para que não produzam urina em excesso, pois não existe outro método mais eficaz do que esse.
Portanto, através do nosso Johrei, as pedras são decompostas com razoável facilidade e, em forma de areia, serão expelidas juntamente com a urina; assim, estará efetivada a cura, em curto espaço de tempo.